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domingo, 15 de outubro de 2017



Uma casinha branca cercada de mata verde..
 Uma cerca de madeira estrada comprida e terra vermelha
 É ai onde moro é onde sou feliz.
 Deito e durmo tranquilo, Deus ta no controle.
Acordo com os passarinhos fazendo serenata bem na trave da varanda ao lado do meu quarto.



sábado, 14 de outubro de 2017

Em frente a minha casa tem uma arvore de ouro.
Obrigada meu Deus por ter olhos para contemplar este lindo tesouro



quinta-feira, 12 de outubro de 2017


Busco levar uma vida tranquila, sem pressa, sem correria. Caminho descalça pela vida. Vou andando nas nuvens, por vezes piso em espinhos e tropeço em algumas pedras, mas esses percalços não me impedem de seguir em frente. Eventualmente descanso, olho para os lados, aprecio a paisagem, e volto a caminhar. Meu caminho não tem a mesma direção, não é reto. São tantas encruzilhadas que encontro que seria uma lástima seguir sempre o mesmo rumo.



terça-feira, 10 de outubro de 2017



Casa de Vó
 é o lugar mais doce do mundo!
É onde até o limão é doce e qualquer doce
fica muito mais doce!
Há sempre um rocambole fofo coberto de
açúcar em cima da geladeira.
E dentro? Nem se fala...

Há sonhos de verdade cobertos de canela.
Há biscoitos quentinhos acabados de sair.
Há suspiros dobrados e beijinhos doces.
E a melhor, a mais limpinha, a mais gostosa
cama do mundo!

Há esconderijos segredáveis e mapas de
tesouro.
Há castelos, fadas, viagens espaciais, reis,
princesas e super-heróis.
Há risos, muitos risos de sobremesa nas
mesas de domingo.

Na cada de Vó as coisas são da altura da gente
e tudo está ao alcance das mãos.
Nada é cheio de não me toque.
Tudo é à prova de neto!
Até a guerra de travesseiros vem, mas significa
paz e alegria.

Na casa de Vó dá vontade de correr e brincar o
resto da vida sem parar nunca.
Pois trincos não tem, fechaduras também não.
Casa de Vó tem é muitos braços todos abertos
a qualquer hora.
Pra casa de Vó você nunca precisa avisar que vai,
é só chegar.

Mesa de casa de Vó vive pronta!
Com toalha bem lavável, sem enfeites caros e
novos resistentes isso sim.
E tudo funciona melhor na casa de Vó.
As paredes amortecem os tombos.

O chão é menos duro.
O fogão tem mais que seis bocas, todas acessas!
A mesa, como tem pernas...
As, cadeiras, mais que dois braços aconchegando.
E Vó, sempre é toda ouvidos!

Caderno de receita de Vó então, é livro cobiçado,
já esgotado. Todos querem os segredos dos cozidos
e dos assados mas ninguém consegue jamais fazer
um igual Porque o jeito de escrever, as páginas
amarelas e as gotinhas de gordura não se fizeram
em um dia. Foram precisos muitos dias de festa e
vontade de agradar.
Lamber os dedos pode, mas só na casa de Vó.
Raspa de panela tem sempre e, o pior tem fila
também. Se escuta sempre- "Eu pedi primeiro".

Quase toda Vó tem cadeira de balanço, um chinelo
jeitoso, uma caixinha com bilhetes, lencinhos e
papéis amarelados.
Gaveta de Vó então é uma festa!
De vez em quando toda Vó dá um suspiro, bem
fundo porque tem coisas demais pra se lembrar
tendo saudade.

Há coisas que só amor de Vó faz.
Machucados, por ex, são curados com dengo e
muitos e muitos beijos.
Dinheiro de Vó rende... Pensando bem é o único
dinheiro que rende. E costura que Vó faz então?
Chega a vestir três gerações até.

As estórias de Vó, as brincadeiras e as cantigas de
ninar, só ela conhece, mais ninguém.
E o sono vem cheio de sonhos bons, quando Vó está
por perto. Porque só o cheirinho da Vó já é uma
delícia! O colo é tão gostoso e a pele tão macia que
ficam na lembrança da gente pro resto da vida.

O assunto não tem fim na casa de Vó.
Ninguém perde o fio da meada, pois é tecido com
muito interesse em escutar cada graça, cada
novidade, cada descoberta.
Há tanto caso engraçado e estórias pra se ouvir,
que ver televisão é perder tempo...

O relógio é sempre adiantado pra ninguém perder
a hora. Existe na casa de Vó a mágica do tempo, ele
obedece, vai e volta, é só querer.
E a gente é o que quer ser. Cresce, se quizer crescer.

A casa de Vó tem o maior espaço do mundo, mesmo
que não tenha espaço nenhum.
Porque o espaço maior ficou inventado pela liberdade
de rir, de correr e de gritar.
Espaço infinito que é do tamanho do coração que toda
Vó tem.


(Guiomar Paiva Brandão).






segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A carroça
Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me para dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.
Após algum tempo, ele se deteve numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, me perguntou:
– Além do canto dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
– Estou ouvindo um barulho de carroça.
– Isso mesmo – disse meu pai – e é uma carroça vazia!
Perguntei a ele:
– Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
– Ora – respondeu meu pai – é muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.


segunda-feira, 2 de outubro de 2017


A CASINHA DA ROÇA
      João Nunes Ventura- Corre o vento da tormenta E tudo hoje é solidão, Minha crença na simpatia É o tesouro da plantação. Tenho saudades Oh Deus! Dos meus tempos de criança, Quando eu ouvia as histórias Não tenho meu sertão da. Minha casa muito humilde Espalha plantas pelo chão, E no terreiro pia o pinto O galo desperta o sertão. Minha casa feita com amor Doces tempos de outrora, Ao redor lindas roseiras Pássaros cantam na aurora. Tribo de errantes andorinhas Fazem os ninhos no verão, Chove nas encostas dos rios Águas irrigam valas do chão. Berram cabras no chiqueiro Lá longe relincha o cavalo No sonoro toque do sino Silencia o canto do galo. Vamos terna e bela amada Depressa ao sertão voltar, Lá no rio do nosso sonho Em suas águas a se banhar. Vamos ver o sol nascer Depois dos beijos ao luar, Andar nos verdes campos Nos seus montes nos amar.




domingo, 1 de outubro de 2017

A ROÇA
Aqui na roça nóis si deita
sempre muito agarradinho
nóis si inrósca, si ajeita,
passa a noite coladinho
Nossa cama di madêra
é ondi nóis faiz o ninho
i passa a noiti intêra
trocanu nossos carinho
Nóis véve cum amô
Anqui na nossa paióça
cum as bença di nosso sinhô
cuidâno da nossa roça
Quanu di noite esfria
Nós ajunta us cubertô
i juntinho si inrudia
tocanu nosso calô
I ansim nós passa a vida
eu i minha companhêra
às veiz nóis inté qui briga
mais é coisa passagêra
Adespois vem a vontade
di dá uns beijo moiádo
i nu finzinho da tarde
nóis fica juntinho agarrado.