sexta-feira, 12 de janeiro de 2018



O velho Chico 
Observa da varanda
Patos e galinhas
Correndo em seu quintal
Sem se preocupar
Com o tempo a passar

Seu olhar vagueia sem fixar
Em ponto algum
Ou fixado num outro lugar
Que mais ninguém pode enxergar
Além do velho Chico
Sentado na varanda

O velho Chico
Nem tão velho assim
Se deixando envelhecer
Da tristeza que a alma
Insiste em demonstrar
No seu olhar

O mato cresce em volta
Mas ele parece não perceber
Continua olhando da varanda
Como se esperasse por alguém
Que não vai mais chegar
Para alegrar o seu olhar









quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Lembrança de infância,
Saudades de quando mamãe pendurava as roupas no varal, eu sentada na grama ficava olhando as roupas dançando no vento, ficava contando uma por uma admirando a  harmonia entre cada peça.
Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção.
Antoine de Saint-Exupéry




Eu quero banho de chuva
Cheiro de mato
Pés no chão .
Eu quero agua na fonte
Gosto doce de flor
Borboleta rodeando
Abelhas, formigas caracóis .
Cabelo trançado
Eu quero roupa desbotada
Bolso rasgado sem nenhum valor
Frutas no pé
Balanço de corda
Riso de criança
Cheiro de bicho
Eu quero felicidade e riso
E o gritar mais lindo de quem pode realmente se sentir rico .
edmasfcosta



terça-feira, 9 de janeiro de 2018



Aqui eu tenho meu cantinho, vivo que nem passarinho livre pra poder voar/ Aqui eu construí meu ninho nunca me encontro sozinho, com você posso contar/ Esse é meu paraíso é tem tudo que eu preciso, peço a Deus abençoar/ Pra minha felicidade, essa é minha casa aqui é o meu lugar.



domingo, 7 de janeiro de 2018

Na minha casinha de rebôco
abraço a vida, sem medo da solidão
reconstruo a minha estória caipira
contando "causos", 
pois sou o cheiro desse chão!
Robson Ruas






sexta-feira, 5 de janeiro de 2018


Nesse cheiro de mato,nos confins de um destino,é o molhar do orvalho quem vê meus passos.Manhã de serração me cobrindo,apressa um sol por nascer:
é minha vida me chamando pra viver.Não tão só,me arrumo ao espelhar do olhar da criação:é minha saudação,meu café.Em minha volta,nem monumento nem luxo.Sou de alvorada e crepúsculo.Tenho quase nada,mais possuo quase tudo.
Patty Vicensotti